Esta criação inteira é essencialmente subjetiva, e o sonho é o teatro onde o sonhador está, ao mesmo tempo: cena, ator, diretor de cena, gerente do palco, autor, público e crítico.
Nenhum símbolo de sonho pode ser separado do indivíduo que sonha; e não há uma interpretação definida e direta de qualquer sonho.
Um sonho que não é compreendido permanece apenas um acontecimento; quando é compreendido, torna-se uma experiência viva.
Eu não tenho teoria sobre sonhos. Eu não sei como os sonhos surgem. Por outro lado, eu sei que, se meditarmos sobre um sonho por tempo suficiente e de modo completo—se levarmos o barco conosco e o virarmos e virarmos—quase sempre algo sai dele.
O sonho é a pequena porta escondida no santuário mais profundo e íntimo da alma.
A análise dos sonhos depende e cai com [a hipótese do inconsciente]. Sem isso, o sonho parece ser apenas um capricho da natureza, um amontoado sem sentido de fragmentos de memória deixados pelos acontecimentos do dia.
Eu sempre disse aos meus alunos: “Aprendam o máximo que puderem sobre simbolismo; depois, esqueçam-no quando estiverem analisando um sonho.”
A função geral dos sonhos é tentar restaurar nosso equilíbrio psicológico, produzindo material onírico que restabelece, de modo sutil, o equilíbrio psíquico total.
O sonho é uma pequena porta escondida nas reentrâncias mais íntimas e secretas da alma, abrindo-se para aquela noite cósmica que era psique muito antes de existir qualquer consciência do ego — e que permanecerá psique, não importa até onde se estenda a nossa consciência do ego.