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Citacoes sobre a Cultura por Alan Watts

  • Os mitos que sustentam nossa cultura e nosso senso comum não nos ensinaram a sentir-nos idênticos ao universo, mas apenas partes dele: apenas nele, apenas diante dele — como estranhos.
  • Jesus Cristo sabia que era Deus. Então desperte e descubra, com o tempo, quem você realmente é. Na nossa cultura, claro, vão dizer que você está louco e que está blasfemando, e vão ou te colocar na cadeia ou num hospício (que é quase a mesma coisa). Porém, se você desperta na Índia e conta aos seus amigos e parentes: “Que maravilha, acabei de descobrir que sou Deus”, eles vão rir e dizer: “Ah, parabéns — enfim você descobriu.”
  • Os mitos que sustentam nossa cultura e nosso senso comum não nos ensinaram a nos sentir idênticos ao universo, mas apenas partes dele — apenas nele — apenas confrontando-o — seres estranhos... dentro, não sei há quantos anos; mas em pouco tempo, isso se tornará senso comum básico: você não é algum ser alienígena que confronta um mundo externo que não é você. Em vez disso, quase toda pessoa inteligente terá a sensação de ser uma atividade de todo o universo.
  • O budismo... não é uma cultura, mas uma crítica da cultura: uma revolução não violenta duradoura, ou uma “oposição leal” à cultura na qual está inserido.
  • Vivemos numa cultura totalmente hipnotizada pela ilusão do tempo, na qual o chamado momento presente é sentido como nada além de um fio de cabelo infinitesimal entre um passado causador e um futuro absorvente e importantíssimo. Não temos presente. Nossa consciência está quase completamente ocupada com memória e expectativa. Não percebemos que nunca houve, não há e não haverá qualquer experiência além da experiência presente. Por isso, estamos desconectados da realidade.
  • Não há nada de errado em meditar apenas para meditar, do mesmo modo que você ouve música apenas pela música. Se você vai a concertos para ‘obter cultura’ ou para melhorar a mente, você ficará ali tão surdo quanto um poste.
  • Uma cultura menos ‘cerebral’ aprenderia a sincronizar os ritmos do corpo, em vez de sincronizar relógios.
  • Vivemos numa cultura em que nos foi incutido, de todas as maneiras concebíveis, que morrer é uma coisa terrível. E isso é uma doença imensa da qual a nossa cultura, em particular, sofre.
  • Vivemos numa cultura totalmente hipnotizada pela ilusão do tempo.