Aqueles que permanecem satisfeitos ficam facilmente pequenos: pequenas são as suas alegrias, pequenas são as suas êxtases, pequenas são as suas quietudes, pequeno é o seu ser. Mas não há necessidade! Essa pequenez é a sua própria imposição sobre a sua liberdade, sobre as suas possibilidades ilimitadas, sobre o seu potencial ilimitado.
A menos que sua liberdade se transforme em realização criativa, você se sentirá triste. Porque você verá que é livre — suas correntes foram quebradas — e que você não está mais preso; você está sob a noite estrelada, completamente livre. Mas para onde você vai?
A natureza chegou a um ponto em que, agora, a menos que você assuma responsabilidade individual, não pode crescer. Mais do que isso, a natureza não pode fazer. Ela já fez o bastante. Ela lhe deu a vida, lhe deu a oportunidade; agora, como usá-la, ficou a seu cargo. Meditação é sua liberdade, não uma necessidade biológica. Você pode aprender, em um certo período de tempo, todos os dias, a fortalecer a meditação, a torná-la mais forte — mas carregue o sabor disso durante o dia inteiro.
Eu acredito que o próprio esforço de converter qualquer pessoa é violência: é interferir na individualidade dela, na sua singularidade, na sua liberdade.
Para mim, espiritualidade precisa de uma individualidade honesta. Ela não permite nenhum tipo de dependência. Ela cria uma liberdade para si, custe o que custar. Ela nunca está na multidão, mas sozinha — porque a multidão nunca encontrou nenhuma verdade. A verdade só foi encontrada na solidão das pessoas.
O amor é o refinamento criativo da energia do sexo. Assim, quando o amor chega à perfeição, a ausência do sexo segue automaticamente. Uma vida de amor, uma abstinência dos prazeres físicos, chama-se brahmacharya. E qualquer pessoa que deseje ficar livre do sexo deve desenvolver sua capacidade de amar. A liberdade do sexo não pode ser alcançada por substituição. A libertação do sexo só é possível pelo amor.
A liberdade é nosso tesouro mais precioso. Não a perca por nada.
Lembre-se: até você se tornar um buddha, desperdiçou sua vida. Buddhahood é sua floração, seu perfume. Uma árvore se cumpre quando floresce, e um homem se cumpre quando libera o perfume do buddhahood, quando se torna luminoso; então ele passa a saber quem ele é. Ao saber isso, tudo é conhecido. Ao saber isso, Deus é conhecido. Ao saber isso, a verdade é alcançada — você se torna a verdade, e a verdade liberta. A verdade é liberdade.
Nunca siga a ideia de outra pessoa — isso é muito perigoso, porque você se tornará imitativo. Siga sempre a sua própria natureza, a natureza do seu Si; somente assim você alcançará a liberdade. É melhor morrer seguindo a própria natureza do que viver seguindo a natureza de alguém — porque isso seria uma vida falsa. Morrer seguindo a própria natureza é belo, pois essa morte também será autêntica.