Conhecer o Si como a única Realidade e tudo o mais como passageiro e transitório é liberdade, paz e alegria. É tudo muito simples. Em vez de ver as coisas como imaginadas, aprenda a vê-las como elas são. Quando você consegue ver tudo como é, você também verá a si mesmo como você é. É como limpar um espelho. O mesmo espelho que mostra o mundo como ele é também mostrará o seu próprio rosto. O pensamento “eu sou” é o pano de polimento. Use-o.
No instante em que você conhece o seu ser real, não tem medo de nada. A morte dá liberdade e poder. Para ser livre no mundo, você deve morrer para o mundo. Então o universo é seu; ele se torna o seu corpo, uma expressão e uma ferramenta. A felicidade de estar absolutamente livre é indescritível.
Aprenda a olhar sem imaginação, a escutar sem distorção: é só isso. Pare de atribuir nomes e formas ao essencialmente sem nome e sem forma; perceba que cada modo de percepção é subjetivo: aquilo que é visto ou ouvido, tocado ou cheirado, sentido ou pensado, esperado ou imaginado está na mente e não na realidade. Então você experimentará paz e liberdade do medo.
É apenas sua identificação com o seu próprio pensamento/mente que o torna feliz ou infeliz. Rebele-se contra sua escravidão à mente; veja seus grilhões como criados por você mesmo e quebre as correntes do apego e da repulsa. Mantenha em mente seu objetivo de liberdade, até que nasça em você a certeza de que você já está livre. A liberdade não é algo no distante futuro que se conquista com esforços dolorosos; é, perenemente, algo que já é seu — para ser usado! A libertação não é uma aquisição, mas uma questão de coragem: a coragem de acreditar que você já é livre e agir de acordo com isso.
Liberdade é estar livre de algo. De quê você deve estar livre? Obviamente, você precisa estar livre da pessoa que você acredita ser, pois é a ideia que você tem de si mesmo que o mantém em cativeiro.
A liberdade de fazer o que se quer é, na verdade, cativeiro; enquanto estar livre para fazer o que se deve, o que é certo, é liberdade real.
Brincar com abordagens diversas pode ser devido à resistência de ir para dentro, ao medo de ter de abandonar a ilusão de ser algo ou alguém em particular. De todas as afeições, o amor por si mesmo vem primeiro. Luz e amor são impessoais. Quando você não se considera isto ou aquilo, todo conflito cessa. Qualquer tentativa de fazer algo pelos seus problemas está fadada ao fracasso, pois aquilo que é causado pelo desejo só pode ser desfeito pela liberdade do desejo. Você não pode livrar-se dos problemas sem abandonar as ilusões.
A verdade não dá vantagem. Ela não confere status superior, nem poder sobre os outros; tudo o que você recebe é verdade e liberdade do falso.