As pessoas nascem da alegria; vivem por alegria; na alegria se derretem na morte. A morte é êxtase, pois remove o fardo do corpo e liberta a alma de toda dor que nasce da identificação com o corpo. É a cessação da dor e da tristeza.
Na Índia, há uma história sobre um jovem moribundo que, ao ouvir os soluços de tristeza ao redor, gritou: Não me insultem com seus gritos de compaixão. Quando eu alçar voo para a terra da luz e do amor eternos, serei eu a sentir por vocês. Para mim, doença, estilhaçar de ossos, tristeza e dores de coração excruciantes — não mais. Eu sonho alegria, deslizo na alegria, respiro alegria para sempre.
Aqueles que olham a superfície do mar devem contemplar o nascimento e a morte das ondas; mas aqueles que buscam as profundezas do oceano contemplam uma única massa indivisível de água. Da mesma forma, aqueles que reconhecem “vida” e “morte” são lançados pela tristeza, enquanto aqueles que vivem na ilimitada superconsciência contemplam e sentem a Única Bem-aventurança Inefável.