Se a mente quiser compreender a realidade, terá de sair do passado e do futuro. Mas, ao sair do passado e do futuro, ela já não é mais mente. Por isso, a insistência de todos os grandes mestres do mundo de que a porta da realidade é a não-mente.
O presente te dá a oportunidade de mergulhar profundamente na água da vida, ou de voar alto para o céu da vida. Mas em ambos os lados há perigos — “passado” e “futuro” são as palavras mais perigosas na linguagem humana.
Zen vive no presente. Todo o ensinamento é: como estar no presente; como sair do passado que já não existe e como não se envolver com o futuro que ainda não chegou — e apenas estar enraizado, centrado, naquilo que é.
Quando a ambição entra, a criatividade desaparece — porque um homem ambicioso não consegue ser criativo, porque um homem ambicioso não consegue amar qualquer atividade por ela mesma. Enquanto pinta, ele olha para o futuro: pensa “Quando vou ganhar um Prêmio Nobel?” Quando escreve um romance, ele olha para o futuro. Ele está sempre no futuro — e uma pessoa criativa está sempre no presente.
Ou você está afogado no passado, ou está afogado no futuro. Por isso você não está. Por isso você mesmo se tornou uma falsidade. Você se preocupa demais com o falso, e essa preocupação te torna um simulacro. Afaste-se do passado e do futuro. O amor é sempre um imperador.