Conhecer o Si como a única Realidade e tudo o mais como passageiro e transitório é liberdade, paz e alegria. É tudo muito simples. Em vez de ver as coisas como imaginadas, aprenda a vê-las como elas são. Quando você consegue ver tudo como é, você também verá a si mesmo como você é. É como limpar um espelho. O mesmo espelho que mostra o mundo como ele é também mostrará o seu próprio rosto. O pensamento “eu sou” é o pano de polimento. Use-o.
Pare, olhe, investigue, faça as perguntas certas, chegue às conclusões corretas e tenha coragem de agir sobre elas — e veja o que acontece. Os primeiros passos podem derrubar o telhado sobre a sua cabeça, mas logo a agitação se dissipará e haverá paz e alegria.
Não há nada de errado com a dualidade, desde que ela não crie conflito. Multiplicidade e variedade sem luta são alegria. Na consciência pura há luz. Para o calor, é necessário contato. Acima da unidade do ser está a união do amor. O amor é o propósito da dualidade.
O mundo não cede ao mudar. Por sua própria natureza, ele é doloroso e passageiro. Veja-o como ele é e desapegue-se de todo desejo e medo. Quando o mundo não o sustém nem o prende, ele se torna um lar de alegria e beleza. Você só pode ser feliz no mundo quando estiver livre dele.
Eu apenas segui a instrução (do meu mestre): focar a mente no puro ser “Eu sou” e permanecer nele. Eu costumava sentar por horas a fio, com nada além do “Eu sou” na mente, e logo a paz e a alegria, e um amor profundo e abrangente, tornaram-se meu estado natural. Nele, tudo desapareceu — eu, meu Guru, a vida que eu vivia, o mundo ao redor. Só permaneceu a paz e um silêncio insondável.
Você pode se tornar um vigia noturno e viver feliz. O que importa é o que você é por dentro. A sua paz interior e a sua alegria você precisa conquistar. É muito mais difícil do que ganhar dinheiro. Nenhuma universidade pode te ensinar a ser você mesmo.
Toda felicidade vem da consciência. Quanto mais conscientes estamos, mais profunda é a alegria. Aceitar a dor, não resistir, ter coragem e perseverar — tudo isso abre fontes profundas e perenes de verdadeira felicidade, de verdadeira bem-aventurança.