Um verdadeiro senso de humor é ter leveza: não esmagar a realidade no chão, mas apreciá-la com leveza. A base da visão de Shambhala é redescobrir esse senso de humor perfeito e real — essa leveza de apreciação.
As grandes doutrinas espirituais realmente defendem que lutemos contra o mal porque estamos do lado da luz, do lado da paz? Estão nos dizendo para lutar contra aquele outro lado “indesejável”, o mau e o negro? Essa é uma grande questão. Se houver sabedoria nos ensinamentos sagrados, não deveria haver guerra. Enquanto uma pessoa estiver envolvida em guerra — tentando defender ou atacar — sua ação não é sagrada; é mundana, dualista, uma situação de campo de batalha.
Para desenvolver amor — amor universal, amor cósmico, chame como quiser — é preciso aceitar toda a situação da vida como ela é: tanto a luz quanto a escuridão, o bem e o mal. É preciso abrir-se para a vida e comunicar-se com ela.
Compaixão não é hesitar em refletir sua luz sobre as coisas.