Esquecer a sua verdadeira natureza é morte verdadeira; lembrar disso é renascimento.
O Estado do Ser Liberado só pode ser alcançado “morrendo”; mas (essa) morte não consiste na destruição do corpo; é preciso entender que a verdadeira morte é a extinção das ideias “eu” e “meu”.
Saiba que erradicar a identificação com o corpo é caridade, austeridade espiritual e sacrifício ritual; é virtude, união divina e devoção; é céu, riqueza, paz e verdade; é graça; é o estado de silêncio divino; é a morte sem morte; é jnana, renúncia, libertação final e bem-aventurança.
O corpo morre, mas o espírito que o transcende não pode ser tocado pela morte.
Se um homem considera que nasceu, não pode evitar o medo da morte. Que ele descubra se ele nasceu ou se o Si tem algum nascimento. Ele perceberá que o Si sempre existe; o corpo que nasce se desfaz em pensamento, e o surgimento do pensamento é a raiz de toda malícia. Descubra de onde os pensamentos emergem. Então você poderá permanecer no Si interior, sempre presente, e ficar livre da ideia de nascimento ou do medo da morte.