Conhecendo Brahman, alcança-se a Imortalidade aqui [neste corpo]. Não há outro caminho para obtê-la.
Somente Brahman é real; o mundo é a aparência [de Brahman]. E, no fim, não há diferença entre Brahman e Atman, o si individual.
Aquele que conhece este Brahman, escondido na caverna do coração, corta até aqui o nó da ignorância.
Assim como uma pedra, uma árvore, um palheiro, grão, um tapete, um tecido, um vaso e assim por diante, quando queimados, são reduzidos à terra (de onde vieram), também o corpo e seus órgãos dos sentidos, ao serem queimados no fogo do Conhecimento, tornam-se Conhecimento e são absorvidos no Brahman, como a escuridão na luz do sol.
Os grilhões do coração se quebram, todas as dúvidas se resolvem e todas as obras cessam de dar frutos quando Ele (Brahman) é contemplado — Ele que é tanto alto quanto baixo.
Que ilusão, que tristeza, poderia existir para aquele que contempla a unidade [do jiva e do Brahman]?
Os deuses e videntes de outrora que O conheciam (Brahman) alcançaram paz eterna — e não os outros.
Aquele que vê o Si mesmo em todos os seres, por meio de sua verdadeira compreensão, primeiro alcança a unidade com todos e então realiza o Brahman eterno.
Aqueles que se absorvem em Brahman tornam-se imortais.
Aqueles que conhecem Isso (Brahman) tornam-se imortais.
Depois de conhecê-Lo (Brahman), não se é manchado por ações pecaminosas.