Todo ser vivo anseia sempre por ser feliz, sem ser contaminado pela tristeza; e cada um tem o maior amor por si mesmo, o que se deve unicamente ao fato de que a felicidade é sua verdadeira natureza. Assim, para realizar essa felicidade inerente e não contaminada — que de fato ele experimenta diariamente quando a mente está subjugada no sono profundo — é essencial que ele se conheça. Para obter esse conhecimento, a investigação “Quem sou eu?”, em busca do Si, é o melhor meio.
Se a mente adormecer, desperte-a. Depois, se ela começar a vaguear, deixe-a quieta. Se você chegar ao estado em que não há nem sono nem movimento da mente, permaneça imóvel nesse estado natural (real).
Bem-aventurança não é algo que se obtém. Por outro lado, você é sempre Bem-aventurança. Esse desejo [pela Bem-aventurança] nasce do senso de incompletude. A quem pertence esse senso de incompletude? Investigue. No sono profundo você era bem-aventurado. Agora você não é. O que se interpôs entre aquela Bem-aventurança e esta ausência de bem-aventurança? É o ego. Busque a sua fonte e descubra que você é Bem-aventurança.
Aquilo que não está presente no sono profundo sem sonhos não é real.
Além dos pensamentos, não existe uma entidade independente chamada mundo. No sono profundo não há pensamentos, e não há mundo. Nos estados de vigília e de sonho, há pensamentos, e também há um mundo. Assim como a aranha emite o fio (da teia) a partir de si e depois o recolhe para dentro de si, da mesma forma a mente projeta o mundo a partir de si e novamente o resolve em si.
A atividade afetada por causas como desmaio, sono, alegria excessiva, tristeza, possessão por espíritos, medo etc. vai para o coração, seu lugar próprio.