Zen não é alguma arte sofisticada e especial de viver. Nosso ensinamento é apenas viver, sempre na realidade, no seu sentido exato. Fazer o nosso esforço, momento após momento, é o nosso caminho.
Zen está em toda parte.... Mas para você, Zen está bem aqui.
Se você quer estudar Zen, deve esquecer todas as suas ideias anteriores e apenas praticar zazen, vendo que tipo de experiência você tem na prática. Isso é naturalidade.
O segredo do Soto Zen são apenas duas palavras: “não é sempre assim...”. Em japonês, são duas palavras; em inglês, são três. Esse é o segredo da nossa prática.
Zen não é algum tipo de excitação, mas a concentração na nossa rotina cotidiana habitual.
A prática da mente no Zen é a mente de iniciante. A inocência da primeira investigação — “o que sou eu?” — é necessária durante toda a prática do Zen. A mente do iniciante está vazia, livre dos hábitos do especialista; pronta para aceitar, duvidar e estar aberta a todas as possibilidades. É um tipo de mente que consegue ver as coisas como elas são, e que, passo a passo e também num relâmpago, realiza a natureza original de tudo.
Aqueles que se sentam perfeitamente fisicamente geralmente levam mais tempo para obter o verdadeiro caminho do Zen.
Se você entende a prática real, então tiro com arco ou outras atividades podem ser zen. Se você não entende como praticar tiro com arco no seu verdadeiro sentido, então, mesmo que pratique com muito esforço, o que você adquire é apenas técnica. Isso não o ajudará até o fim. Talvez você acerte o alvo sem tentar, mas sem arco e flecha você não pode fazer nada. Se você entende o ponto da prática, então mesmo sem arco e flecha o tiro com arco o ajudará. Como obter esse tipo de poder ou capacidade é apenas por meio da prática correta.
As pessoas dizem que praticar Zen é difícil, mas há um mal-entendido sobre por quê. Não é difícil porque seja penoso sentar na posição de pernas cruzadas, nem porque seja difícil alcançar a iluminação. É difícil porque é difícil manter nossa mente pura e nossa prática pura, no sentido fundamental.
Para estudantes de Zen, uma erva daninha é um tesouro. Com essa atitude, qualquer coisa que você faça, a vida se torna uma arte.
Não há necessidade de ter um entendimento profundo do Zen.
O segredo do Zen são apenas duas palavras: não... sempre... assim.
Liberdade real é não se sentir limitado ao vestir este manto de Zen, esta veste formal incômoda. Da mesma forma, em nossa vida agitada, devemos vestir esta civilização sem nos incomodar com ela, sem ignorá-la, sem ficar presos a ela.
Wabi significa simples, escasso, empobrecido; algo simples e funcional. Ele conota transcendência de modas e tendências. O espírito do wabi impregna todas as artes do Zen — da caligrafia ao caratê, da cerimônia do chá ao arco e flecha zen.
O verdadeiro propósito do Zen é ver as coisas como elas são, observar as coisas como elas são, e deixar tudo ir embora como vai. A prática do Zen é abrir a nossa pequena mente.
Para estudantes de Zen, uma erva daninha é um tesouro.
O caminho zen da caligrafia é escrever do modo mais direto e simples, como se você fosse um iniciante: sem tentar fazer algo habilidoso ou belo, apenas escrevendo com plena atenção, como se estivesse descobrindo o que está escrevendo pela primeira vez; então a sua natureza inteira estará na sua escrita.