Swami Paramananda Citacoes sobre o Mal
Aquele que não se afastou da conduta má, cujos sentidos não são controlados, que não é sereno, cuja mente não está em repouso, jamais alcançará este Atman nem mesmo pelo conhecimento.
A ideia de recompensa e punição também nasce desta lei. O que semeamos, colhemos. Não pode ser de outro modo. [...] Se uma pessoa passa toda a vida pensando no mal e praticando o mal, então é inútil procurar felicidade no futuro; porque o futuro não é questão de acaso, mas segue como reação da nossa ação presente. [...] Contudo, nunca devemos perder de vista que todas essas ideias de recompensa e punição existem no reino da relatividade ou da finitude. Nenhuma alma pode ser condenada eternamente por causa de atos finitos de maldade; pois causa e efeito devem sempre ser iguais. Assim, vemos pelo nosso senso comum que a teoria da perdição eterna e do céu eterno é impossível e ilógica, já que nenhuma ação finita pode produzir um resultado infinito. Portanto, segundo o Vedanta, o objetivo da humanidade não é nem prazer nem dor temporais, mas Mukti — liberdade absoluta; e cada alma caminha, consciente ou inconscientemente, em direção a esse objetivo por meio das várias experiências da vida e da morte.
Os hindus não culpam uma Providência invisível por todo o sofrimento deste mundo; antes, explicam-no pela lei natural de causa e efeito. Se um homem nasce afortunado ou miserável, deve haver alguma razão; e, se não pudermos encontrar a causa nesta vida, ela deve ter ocorrido em uma existência anterior, pois nenhum efeito é possível sem causa. Todo bem que nos acontece é o que conquistamos com nosso próprio esforço; e todo mal que existe é resultado de nossos erros passados. Além disso, como o nosso presente foi moldado pelo passado, assim o nosso futuro será moldado pelo presente.
O mal nunca pode sobreviver, embora por algum tempo pareça triunfar. É apenas uma questão de nossa resistência e paciência.
