É uma grande arte ter abundância de conhecimento e experiência — conhecer a riqueza da vida, a beleza da existência, as lutas, as misérias, o riso, as lágrimas — e, ainda assim, manter a mente muito simples; e só se tem uma mente simples quando se sabe amar.
Queremos ser famosos como escritor, como poeta, como pintor, como político, como cantor — ou como você quiser. Por quê? Porque, na verdade, não amamos o que estamos fazendo. Se você amasse cantar, ou pintar, ou escrever poemas — se você realmente amasse — não se importaria se é famoso ou não.
Somente a mente livre sabe o que é Amor.
É apenas o amor que conduz à ação correta. O que traz ordem ao mundo é amar e deixar que o amor faça o que quiser.
O amor não é da mente; não está na rede do pensamento; não pode ser buscado, cultivado, estimado. Ele está ali quando a mente está silenciosa e o coração está vazio das coisas da mente.
Liberdade e amor caminham juntos. Amor não é reação. Se eu te amo porque você me ama, isso é apenas comércio — algo que se compra no mercado; não é amor. Amar não é pedir nada em troca, nem mesmo sentir que está dando algo — e é somente esse amor que conhece a liberdade.
Usar o outro como meio de satisfação e segurança não é amor. O amor nunca é segurança; amor é um estado em que não há desejo de estar seguro; é um estado de vulnerabilidade.
Existe uma eficiência inspirada pelo amor que vai muito além e é muito maior do que a eficiência da ambição; e sem amor, que traz uma compreensão integrada da vida, a eficiência gera crueldade.
Onde há amor, há revolução — porque o amor é transformação de momento a momento.
Guarde o livro, a descrição, a tradição, a autoridade — e faça a jornada da autodescoberta. Ame, e não se prenda a opiniões e ideias sobre o que o amor é ou deveria ser. Quando você ama, tudo se ajusta. O amor tem sua própria ação.
A realidade da Verdade não pode ser comprada, vendida ou repetida; não pode ser capturada em livros. Ela precisa ser encontrada de momento a momento: no sorriso, na lágrima, sob a folha morta, no pensamento errante, na plenitude do amor.
Sentimentalismo e emocionalismo não têm nada a ver com amor.
Amor é a coisa mais prática do mundo. Amar, ser gentil, não ser ganancioso, não ser ambicioso, não ser influenciado pelas pessoas, mas pensar por si mesmo — tudo isso são coisas muito práticas, e elas produzirão uma sociedade prática e feliz.
Ame — e não se prenda a opiniões e ideias sobre o que o amor é ou deveria ser.
A maioria das pessoas é infeliz; e é infeliz porque não há amor em seus corações.
Se você descobrir o que ama fazer e dedicar toda a sua vida a isso, então não há contradição; e, nesse estado, o seu ser é o seu fazer.
A única coisa que realmente importa é que haja uma ação de bondade, amor e inteligência ao viver. A bondade é individual ou coletiva? O amor é pessoal ou impessoal? A inteligência é sua, minha ou de outra pessoa? Se for sua ou minha, então não é inteligência, nem amor, nem bondade. Se a bondade é um assunto do indivíduo ou da coletividade, conforme a preferência ou decisão de cada um, então já não é bondade.
Só descobre o que é verdadeiro quem está em constante revolta — não o homem que se conforma, que segue alguma tradição. Só quando você está constantemente investigando, constantemente observando, constantemente aprendendo, é que encontra a verdade, Deus ou o amor.
Você quer ser amado porque não ama; mas no instante em que você ama, acabou: você não fica mais perguntando se alguém o ama ou não.