Todo ser vivo anseia sempre por ser feliz, sem ser contaminado pela tristeza; e cada um tem o maior amor por si mesmo, o que se deve unicamente ao fato de que a felicidade é sua verdadeira natureza. Assim, para realizar essa felicidade inerente e não contaminada — que de fato ele experimenta diariamente quando a mente está subjugada no sono profundo — é essencial que ele se conheça. Para obter esse conhecimento, a investigação “Quem sou eu?”, em busca do Si, é o melhor meio.
Quando você realmente sente esse amor igual por todos, quando o seu coração se expande a ponto de abraçar toda a criação, certamente não vai sentir vontade de desistir de uma coisa ou de outra. Você simplesmente se desprenderá da vida secular como um fruto maduro cai do galho de uma árvore. Você sentirá que o mundo inteiro é a sua casa.
O fim de toda sabedoria é amor, amor, amor.
A experiência de não esquecer apenas a consciência é o estado de devoção — a relação de um amor real que não se desvanece. Pois o verdadeiro conhecimento do Si, que brilha como a bem-aventurança suprema indivisa, surge como a própria natureza do amor. O amor em si é a forma real de Deus. Isso é pura bem-aventurança. Chame de pura bem-aventurança, Deus, Si, ou como você quiser. Isso é devoção, isso é realização e isso é tudo.
O amor é, de fato, o coração de todas as religiões.