O compromisso irrevogável com qualquer religião não é apenas suicídio intelectual; é uma falta positiva de fé, porque fecha a mente para qualquer nova visão do mundo. A fé, acima de tudo, é abertura — um ato de confiança no desconhecido.
Em outras palavras, uma pessoa que é fanática em assuntos religiosos e se apega a certas ideias sobre a natureza de Deus e do universo se torna alguém que não tem fé nenhuma.
O confronto entre ciência e religião não mostrou que a religião é falsa e que a ciência é verdadeira. Mostrou que todos os sistemas de definição são relativos a diferentes propósitos e que nenhum deles, de fato, “apreende”.
A verdadeira religião é a transformação da ansiedade em riso.
A religião está sempre se desfazendo.
Religião não é um departamento da vida; é algo que entra em toda a vida.
Pois nunca compreendemos de fato o sentido revolucionário por trás disso — a verdade incrível de que a visão de Deus, que a religião chama assim, é encontrada ao abandonar qualquer crença na ideia de Deus.
Certa vez, um sacerdote me citou a frase romana de que uma religião está morta quando os sacerdotes riem uns dos outros do outro lado do altar. Eu sempre rio do altar — seja cristão, hindu ou budista — porque a religião verdadeira é a transformação da ansiedade em riso.