Eu evitei com cuidado todos os chamados “homens santos”. Fiz isso porque eu precisava me virar com a minha própria verdade, sem aceitar dos outros o que eu não podia alcançar por conta própria. Eu sentiria como um roubo se eu tentasse aprender com os homens santos e aceitasse a verdade deles para mim. Nem na Europa eu poderia fazer empréstimos do Oriente; eu teria de moldar minha vida a partir de mim — do que o meu ser interior me diz, ou do que a natureza me oferece.
O julgamento do intelecto é, no máximo, apenas metade da verdade.
Erros, afinal, são a base da verdade; e se um homem não sabe o que uma coisa é, ao menos aumenta o conhecimento se souber o que ela não é.
Não devemos fingir compreender o mundo apenas pelo intelecto; nós o apreendemos também pelo sentimento. Portanto, o julgamento do intelecto, no máximo, é apenas metade da verdade e, se for honesto, deve também reconhecer sua própria inadequação.