O único Espírito da vida recebe nomes diferentes — os nomes sagrados. Reconhecemos mais facilmente o Espírito da vida pelo nome específico ao qual estamos acostumados. Até aqui estamos certos, mas o erro que cometemos — e que nos custa caro — é ignorar ou negar a mesma verdade porque ela nos foi dada em outra forma e com outro nome. Nós a limitamos. Dizemos que a verdade existiu apenas naquele período em que certos mestres vieram ao mundo, e que depois disso ela cessou.
Muitos dizem que a vida entrou no corpo humano com a ajuda da música; mas a verdade é que a própria vida é música.
A alma de todos é uma só alma, e a verdade é uma só verdade, esteja ela oculta sob qualquer religião.
A verdade é que o homem é um só indivíduo com dois aspectos, como uma única linha com duas extremidades. Se você olha as extremidades, são duas. Se você olha a linha, é uma. Uma extremidade da linha é limitada; a outra é ilimitada. Uma extremidade é o homem; a outra é Deus.
As pessoas lutaram em vão pelos nomes e pelas vidas de seus salvadores, e deram nome às suas religiões pelo nome do salvador, em vez de se unirem uns aos outros na verdade que é ensinada.
Quanto mais sinceridade é desenvolvida, maior será a sua participação na verdade. E, por mais sinceridade que uma pessoa tenha, sempre há uma lacuna a preencher, pois vivemos no meio da falsidade e estamos sempre propensos a ser levados por esse mundo de falsidade. Por isso, nunca devemos pensar que somos sinceros o bastante, e devemos sempre vigiar as influências que podem nos afastar daquela sinceridade que é a ponte entre nós e o nosso ideal. Nenhum estudo, nenhuma meditação é mais útil do que a própria sinceridade.
Quando estamos frente a frente com a verdade, o ponto de vista de Krishna, Buda, Cristo ou qualquer outro Profeta é o mesmo. Quando olhamos a vida do alto da montanha, não há limitação; há a mesma imensidão.
Quando alguém olha para o oceano, só consegue ver aquela parte que está dentro do alcance da sua visão; assim é com a verdade.