Cheguei a um estágio de realização em que vejo que Deus caminha em toda forma humana e se manifesta igualmente por meio do sábio e do pecador, do virtuoso e do vicioso. Por isso, quando encontro pessoas diferentes, digo a mim mesmo: “Deus na forma do santo; Deus na forma do pecador; Deus na forma do justo; Deus na forma do injusto.”
Muitas pessoas pensam que não podem ter conhecimento ou compreensão de Deus sem ler livros. Mas ouvir é melhor do que ler, e ver é melhor do que ouvir. Ouvir falar de Benares é diferente de ler sobre isso; mas ver Benares é diferente tanto de ouvir quanto de ler.
Somente dois tipos de pessoas podem alcançar o autoconhecimento: aquelas que não estão de modo algum sobrecarregadas com aprendizado—isto é, cujas mentes não estão superlotadas com pensamentos emprestados de outros; e aquelas que, após estudar todos os textos sagrados e as ciências, chegaram a perceber que não sabem nada.
Essas pessoas são como... uma rã que vive num poço e nunca viu o mundo de fora. Ela conhece apenas o seu poço, então não acreditará que exista algo como o mundo. Da mesma forma, as pessoas falam tanto sobre o mundo porque não conheceram a alegria de Deus.
Diferentes pessoas chamam [Deus] por nomes diferentes: alguns como Alá, alguns como Deus, e outros como Krishna, Siva e Brahman. É como a água de um lago. Alguns a bebem em um lugar e chamam de “jal”; outros em outro lugar e chamam de “pani”; e ainda outros em um terceiro lugar e chamam de “water”. Os hindus chamam de “jal”, os cristãos de “water”, e os muçulmanos de “pani”. Mas é a mesma coisa.