O Senhor olha para seus servos com compaixão, não com culpa. À vista de Deus, não caímos; à nossa vista, não estamos de pé. Ambas as coisas são verdade, mas o discernimento mais profundo pertence a Deus.
A plenitude da alegria é contemplar Deus em tudo.
Pois somos tão preciosamente amados por Deus que nem conseguimos compreender isso.
Deus quer que odiemos sem cessar o pecado e amemos sem cessar a alma, como Deus a ama.
Ah, como nos tornamos ocupados quando perdemos de vista como Deus nos ama!
Tudo tem ser por meio do amor de Deus.
Esse amor por Deus é difícil e maravilhoso. Ele não pode e não será quebrado por causa dos nossos pecados.
A oração é a ação deliberada e perseverante da alma. É verdadeira e duradoura, cheia de graça. A oração prende a alma a Deus e a faz uma com a vontade de Deus.
Nós estamos em Deus, e Deus — que não vemos — está em nós.
A maior honra que podemos dar ao Deus Todo-Poderoso é viver com alegria por causa do conhecimento do amor dEle.
O nosso Senhor Deus mostrou que uma obra será feita, e Ele mesmo a fará; e eu não farei nada além de pecar — e o meu pecado não impedirá que a bondade d’Ele opere.
Quando, pela ação da misericórdia e da graça, somos feitos manso e sereno, estamos plenamente seguros. De repente, a alma se une a Deus quando está verdadeiramente em paz consigo mesma: pois n’Ele não há ira.
Os Elementos da Oração: seu fundamento: Deus, cuja bondade faz com que ela nasça em nós. Seu uso: voltar nossa vontade para a vontade d’Ele. Seu fim: ser feito um com Ele e semelhante a Ele em todas as coisas.
Deus, pela Tua bondade, dá-me a Ti mesmo; pois Tu és suficiente para mim, e eu não posso pedir nada menos que seja pleno em honra a Ti. E se eu pedir algo menor, estarei em falta para sempre, pois somente em Ti eu tenho tudo.
Portanto, é necessário que eu conceda que tudo o que é feito seja bem feito; pois o nosso Senhor Deus faz todas as coisas.
O fruto e o propósito da oração é tornar-se um com Deus e semelhante a Deus em todas as coisas.
A oração une a alma a Deus.
Deus é a nossa vestimenta: Ele nos envolve, nos prende e nos encerra, para que nunca nos deixe.
Enquanto eu não estiver essencialmente unido a Deus, jamais terei descanso pleno ou felicidade real.
Tão verdadeiramente quanto Deus é nosso Pai, tão verdadeiramente Deus é nossa Mãe.
Seja um Jardineiro. Cave uma vala. Trabalhe e sua. Vire a terra de cabeça para baixo. E busque a profundidade. E regue as plantas no tempo certo. Continue esse labor. E faça brotar doces enchentes e frutos nobres e abundantes. Tome esse alimento e essa bebida e leve-os a Deus como seu verdadeiro culto.
Deus deseja ser visto e buscado: ser habitado e confiado.
Deus nos amou antes de nos criar; e o seu amor nunca diminuiu, nem jamais diminuirá.
... a nossa Vontade natural é ter Deus, e a Boa Vontade de Deus é ter-nos; e talvez nunca cessemos de querer nem de desejar até termos Ele em plenitude de alegria: e então talvez não desejemos mais.