Dar e receber é a parte delicada. Não é o presente. É o que o coração diz ao dar o presente. E, do meu ponto de vista, não se dá nem se recebe—é um papel que precisamos desempenhar. Mas o presente—esse é um presente de Deus. Acho melhor ser alma do que papel.
As palavras ocupam a mente; mas no silêncio ouvimos a Presença de Deus.
Quando o coração está aberto, é mais fácil para a mente se voltar para Deus.
O sofrimento me aproxima tanto de Deus.
Eu te observo e vejo em ti a ânsia de voltar a Deus. Essa ânsia é amor.
Nossas mentes racionais nunca entenderão o que aconteceu, mas nossos corações… se pudermos mantê-los abertos a Deus, encontrarão seu próprio caminho intuitivo.
Curar não significa voltar ao modo como as coisas eram antes; significa, antes, permitir que o que é agora nos conduza mais perto de Deus.
Meu guru disse que, quando ele sofre, isso o aproxima de Deus. Eu também encontrei isso.
Eu parto do pressuposto de que toda religião está enraizada em alguma experiência mística ou transcendente. A partir desse pressuposto, eu apenas vejo todos os sistemas diferentes como metáforas ou portas para Deus.
O que a palavra Deus significa é, na verdade, o mistério. É o mistério que enfrentamos como seres humanos: o mistério da existência, do sofrimento e da morte.
A gratidão abre o seu coração, e abrir o coração é um caminho maravilhoso e fácil para Deus entrar.
Quando a fé é forte o bastante, basta apenas ser. É uma jornada rumo à simplicidade, rumo ao silêncio, rumo a uma espécie de alegria que não está no tempo. É uma jornada que nos levou da identificação primária com nosso corpo e nossa psique, até a identificação com Deus e, por fim, além da identificação.
O Deus dentro de você é o seu Coração Espiritual. A sua Alma. E, nessa Alma individual, repousa Deus — repousa o Um. Entre na sua alma e no espaço do seu coração, que pode ser Consciência, Amor, Compaixão etc... e apenas SEJA esse espaço do coração. SEJA sua Alma para que você possa AMAR incondicionalmente.
Lembro da minha primeira visita ao meu guru. Ele havia mostrado que lia a minha mente. Então eu olhei para a grama e pensei: “Meu Deus, ele vai saber de tudo aquilo que eu não quero que as pessoas saibam.” Eu fiquei realmente envergonhado. Depois olhei para cima e ele me olhava diretamente, com amor incondicional.
Trate cada pessoa que você encontrar como Deus, mesmo disfarçada.
O despertar final é abraçar a escuridão na luz. Isso significa abraçar nossa humanidade e também nossa divindade. O que deixamos para trás é nascer na nossa humanidade — dormir caminhando por muito tempo — até despertarmos e começarmos a saborear nossa divindade. E então querer, enfim, ficar livre. Vemos que, enquanto agarramos nossa divindade e empurramos nossa humanidade para longe, não estamos livres. Se você quer ser livre, não pode empurrar nada para longe. Você precisa abraçar tudo. É tudo Deus.
As religiões são instituições que o empurram pela montanha e depois criam fantasias sobre o espírito. Quero dizer: elas tentam tornar Deus semelhante à psique humana, e isso está errado. Quero dizer: é uma projeção da mente. Você pode usá-la para começar, mas depois precisa deixá-la para trás.