Maya organiza o mundo material de modo a nos manter longe de Krishna.
Deus me revelou que apenas o Paramatman — descrito pelos Vedas como a Alma Pura — é tão imutável quanto o Monte Sumeru: desapegado, além da dor e do prazer. Há muita confusão no mundo de Sua maya. Não se pode dizer, de modo algum, que “isto” virá depois de “aquilo” ou que “isto” produzirá “aquilo”.
Maya pode soar como Krishna; não conseguimos diferenciar a menos que estejamos livres de todas as motivações para o prazer material.
Espaço-tempo-causalidade, ou nome-e-forma, é o que se chama Maya.
Tudo é vontade de Deus, mas Maya impede você de saber que é tudo vontade de Deus. Ele nos deu olhos, ouvidos, nariz, boca. Mas Ele também nos deu sabedoria para usá-los e alcançar Deus.
Se examinarmos nossas próprias vidas, descobrimos que às vezes estamos sendo usados como instrumentos de maya para criar desarmonia e discórdia entre outros vaishnavas. Tornamo-nos o maior inimigo de Krishna, em nome do Seu devoto.
Maya é tão completa quanto a água. Se houver uma pequena rachadura, a água encontrará imediatamente o caminho até aquela fenda — o problema é que nossa consciência tem tantas rachaduras.
A pessoa que sobrevive às garras de maya é aquela que ora, a cada momento, para que Krishna o salve.
Com o tempo, nem se sente a existência de Deus. Depois de alcançar a iluminação, vê-se que deuses e divindades são tudo Maya.
Até você alcançar o estado de jnana e, assim, despertar da maya, você deve fazer serviço social aliviando o sofrimento sempre que o vir. Mas mesmo assim você deve fazê-lo sem ahankara, isto é, sem a sensação de ‘eu sou o agente’, e sim com o sentimento de ‘eu sou a ferramenta do Senhor’.
Essencialmente, o ser vivo dentro da existência material tem duas escolhas: ser um fantoche de maya nas cordas dos três modos da natureza material, ou ser um fantoche de Krishna nas cordas do Seu amor e da Sua compaixão.
Há tantos pensamentos na mente. Pensamento após pensamento após pensamento. Mas existe um pensamento que é contínuo, embora na maior parte seja subconsciente: “eu sou o corpo”. É essa a linha pela qual todos os outros pensamentos são costurados. Assim que nos identificamos com o corpo pensando esse pensamento, a maya segue. E segue-se também que, se deixarmos de nos identificar com o corpo, a maya não nos afetará mais.
As coisas belas do mundo são venenosas. Se você as vê de fora, elas o atraem; mas se as vê por dentro, então são renunciadas. Isso é maya — inquietação.
O Espírito vibrou na matéria; por isso, tanto o Espírito quanto a matéria existem. Porém, a matéria não existe do modo como nos parece. Ela existe como a vemos por causa da força ilusória de maya, que faz o Espírito indivisível parecer finito e divisível a todas as aparências. A matéria tem existência do mesmo modo ilusório que um miragem no deserto.
Quando o Amor Divino se desenvolve bem, a Ignorância (Maya) começa a ser retirada.
O apego emocional a Maya é totalmente doloroso; este é um mau negócio.
É fácil dizer que você está em Maya. O verdadeiro desafio é inspirar alguém de tal modo que ele saia de Maya.
A sua alma tem uma missão especial. A sua alma está supremamente consciente disso. Maya, ilusão ou esquecimento, faz você sentir que é finito, fraco e impotente. Isso não é verdade. Você não é o corpo. Você não são os sentidos. Você não é a mente. Tudo isso é limitado. Você é a alma, que é ilimitada. A sua alma é infinitamente poderosa. A sua alma desafia todo o tempo e todo o espaço.
A realização interior dá força para lutar contra a ilusão (maya).