Quando você vive completamente em cada momento, sem esperar nada, você nem sabe o que é tempo.
Quando colocamos o corpo e a mente em ordem, tudo o mais existirá no lugar certo, do jeito certo. Mas, em geral, sem perceber, tentamos mudar algo que não somos nós; tentamos ordenar as coisas que estão fora de nós. Porém é impossível organizar as coisas se você mesmo não estiver em ordem. Quando você faz as coisas do modo certo, na hora certa, tudo o mais se organiza.
A vida sem zazen é como dar corda no relógio sem acertar o horário. Ele funciona perfeitamente, mas não diz as horas.
Aqueles que se sentam perfeitamente fisicamente geralmente levam mais tempo para obter o verdadeiro caminho do Zen.
Então, por um período de tempo a cada dia, tente sentar-se sem se mover, sem esperar nada, como se você estivesse no seu último momento. Momento após momento, você sente o seu último instante. Em cada inspiração e em cada expiração há incontáveis instantes de tempo. Sua intenção é viver cada instante.
O tempo vai do presente para o passado.
O nosso caminho é praticar um passo de cada vez, uma respiração de cada vez, sem a ideia de “ganhar”.
Quando nos tornamos verdadeiramente nós mesmos, viramos apenas uma porta que se abre e se fecha, e somos totalmente independentes — e, ao mesmo tempo, dependentes de tudo.
Cozinhar não é apenas preparar comida para alguém ou cozinhar para si; é expressar sua sinceridade. Então, ao cozinhar, você deve expressar a si mesmo na sua atividade na cozinha. Você deve permitir a si bastante tempo.
A meditação abre a mente para o maior mistério que acontece diariamente e a cada hora; ela alarga o coração para que ele possa sentir a eternidade do tempo e a infinitude do espaço em cada pulsação; ela nos dá uma vida dentro do mundo, como se estivéssemos andando por um paraíso.
Quando não esperamos nada, podemos ser nós mesmos. Esse é o nosso modo: viver plenamente cada momento do tempo.
O caminho zen da caligrafia é escrever do modo mais direto e simples, como se você fosse um iniciante: sem tentar fazer algo habilidoso ou belo, apenas escrevendo com plena atenção, como se estivesse descobrindo o que está escrevendo pela primeira vez; então a sua natureza inteira estará na sua escrita.