Muitas pessoas pensam que excitação é felicidade. Mas quando você está excitado, não está em paz. A verdadeira felicidade se baseia na paz.
Se, na nossa vida diária, pudermos sorrir, se pudermos ser serenos e felizes, não apenas nós, mas todos se beneficiarão. Este é o tipo mais básico de trabalho pela paz.
Enquanto não houver paz entre as religiões, não haverá paz no mundo.
A prática da paz e da reconciliação é uma das mais vitais e artísticas ações humanas.
Toda respiração que damos, cada passo que damos, pode ser preenchido com paz, alegria e serenidade.
Não ajuda traçar uma linha e descartar algumas pessoas como inimigas — mesmo aquelas que agem com violência. Precisamos abordá-las com amor no coração e fazer o melhor para ajudá-las a seguir em direção à não-violência. Se trabalharmos pela paz movidos pela ira, nunca teremos sucesso. A paz não é um fim. Ela jamais pode surgir por meios não pacíficos.
A mente pode ir a mil direções, mas nesta bela trilha eu caminho em paz. A cada passo, o vento sopra. A cada passo, uma flor desabrocha.
Qualquer pessoa pode praticar alguma não-violência, até mesmo soldados. Alguns generais, por exemplo, conduzem suas operações de modo a evitar matar pessoas inocentes; isso é uma forma de não-violência. Para ajudar os soldados a seguirem na direção da não-violência, precisamos estar em contato com eles. Se dividirmos a realidade em dois campos — os violentos e os não violentos — e ficarmos num campo atacando o outro, o mundo jamais terá paz. Sempre culparemos e condenaremos aqueles que consideramos responsáveis pelas guerras e pela injustiça social, sem reconhecer o grau de violência que existe em nós. Precisamos trabalhar em nós mesmos e também com aqueles que condenamos, se quisermos ter um impacto real.
Quando caminhamos como se estivéssemos com pressa, imprimimos ansiedade e tristeza na terra. Precisamos caminhar de modo que imprimamos apenas paz e serenidade na terra… Esteja atento ao contato entre seus pés e a terra. Caminhe como se estivesse beijando a terra com os pés.
[O Buda] percebeu que corpo e mente formavam uma única realidade, que não podia ser separada. A paz e o conforto do corpo estavam diretamente ligados à paz e ao conforto da mente. Maltratar o corpo era maltratar a mente.
Frequentemente pensamos em paz como ausência de guerra: se os países poderosos reduzissem seus arsenais de armas, teríamos paz. Mas, se olharmos profundamente para as armas, veremos nossas próprias mentes — nossos próprios preconceitos, medos e ignorância. Mesmo que transportemos todas as bombas para a Lua, as raízes da guerra e as raízes das bombas ainda estarão em nossos corações e mentes, e mais cedo ou mais tarde criaremos novas bombas. Trabalhar pela paz é arrancar a guerra de nós mesmos e dos corações dos homens e das mulheres. Preparar-se para a guerra, dando aos homens e às mulheres a oportunidade de praticar matar dia e noite dentro do coração, é plantar sementes de violência, raiva, frustração e medo que serão transmitidas por gerações.
Cada momento é uma chance para fazermos as pazes com o mundo, para tornar a paz possível para o mundo, para tornar a felicidade possível para o mundo.
A paz está presente bem aqui e agora, em nós e em tudo o que fazemos e vemos... Cada respiração que damos, cada passo que damos, pode ser preenchido com paz, alegria e serenidade.
A paz só pode existir no momento presente. É ridículo dizer: “Espere até eu terminar isto, então eu poderei viver em paz”. O que é “isto”? Um diploma, um emprego, uma casa, o pagamento de uma dívida? Se você pensa assim, a paz nunca virá. Sempre haverá outro “isto” que seguirá o presente. Se você não vive em paz agora, nunca conseguirá. Se você realmente quer estar em paz, deve estar em paz agora. Caso contrário, só existe “a esperança de paz algum dia”.
Se formos pacíficos, se formos felizes, poderemos sorrir e florescer como uma flor — e toda a nossa família, toda a nossa sociedade, se beneficiará da nossa paz.
Quando estamos atentos, profundamente em contato com o momento presente, nossa compreensão do que está acontecendo se aprofunda, e começamos a ser preenchidos por aceitação, alegria, paz e amor.
Arranque a violência da sua vida e aprenda a viver com compaixão e consciência. Busque a paz. Quando há paz dentro de você, a paz real com os outros se torna possível.
Viver no instante presente é um milagre. O milagre não é caminhar sobre as águas. O milagre é caminhar sobre a Terra verde, no presente, apreciando a paz e a beleza que estão disponíveis agora.