A maioria de nós está convencida de que somos nossos egos — que é quem pensamos que somos. O ego faz parte da nossa encarnação. Ele morre com o corpo, e é por isso que temos tanto medo da morte. A morte assusta profundamente aquele que você pensa que é — especialmente se você pensa que é este corpo.
Você precisa chegar a ver cada ser humano — incluindo você mesmo — como uma encarnação, em um corpo ou personalidade, atravessando uma certa experiência de vida que cumpre uma função.
Eu não sou este corpo. Eu estou neste corpo, e isso faz parte da minha encarnação; eu o honro, mas isso não é quem eu sou.
Quando a fé é forte o bastante, basta apenas ser. É uma jornada rumo à simplicidade, rumo ao silêncio, rumo a uma espécie de alegria que não está no tempo. É uma jornada que nos levou da identificação primária com nosso corpo e nossa psique, até a identificação com Deus e, por fim, além da identificação.
Quando você envelhece, tudo muda — seu corpo muda, sua família muda. Você não consegue mais fazer o que sempre fez. E então, ou você pode reclamar das mudanças, ou pode contentar-se. Em vez de reclamar, você pode dizer: “Ah, simss! Olhem só toda essa mudança!” Você pode recebê-la com alegria.
Acho que a pergunta é: como vivemos com a mudança? Mudança em nossos amigos, mudança em nossos amores? Mudança em mim e mudança no meu corpo, por causa do derrame. As coisas mudaram este plano de consciência. Tentamos manter as coisas iguais. Isso causa sofrimento. Esse sofrimento é mais um passo na sua vida espiritual, na sua jornada espiritual.
Muitos de nós estão presos na separação e procuram amor lá fora, lá fora. Mas então, ao prosseguir para dentro, haverá amor. O universo é um exemplo de amor. Como uma árvore. Como o oceano. Como meu corpo. Como minha cadeira de rodas. Eu vejo o amor.