Creio que a natureza destrutiva da sociedade que agora ameaça a existência de todo o mundo humano tem muito a ver com a inteligência humana. O caminho para superar todo sofrimento humano — também é por meio da inteligência humana.
Com a realização do próprio potencial e a confiança em sua capacidade, é possível construir um mundo melhor. Segundo minha própria experiência, a autoconfiança é muito importante. Esse tipo de confiança não é cega; é consciência do próprio potencial. Com base nisso, os seres humanos podem se transformar, aumentando as qualidades boas e reduzindo as qualidades negativas.
A paz mundial começa com a paz interior.
A paz interior é um primeiro passo essencial para alcançar a paz no mundo. Como cultivá-la? É muito simples. Em primeiro lugar, percebendo claramente que toda a humanidade é uma só: que os seres humanos em cada país são membros da mesma família.
Eu acredito que, em todos os níveis da sociedade, a chave para um mundo mais feliz é o crescimento da compaixão. Não precisamos nos tornar religiosos, nem precisamos acreditar em uma ideologia. Tudo o que é necessário é que cada um de nós desenvolva suas boas qualidades humanas.
Se olhássemos o mundo do espaço, não veríamos nenhuma demarcação de fronteiras nacionais. Veríamos apenas um pequeno planeta — apenas um.
Aprecie como é rara e cheia de possibilidades a sua situação neste mundo; então alegre-se com ela e use-a da melhor maneira.
No mundo moderno, os interesses de uma comunidade específica não podem mais ser considerados como estando dentro dos limites de suas próprias fronteiras.
O ponto-chave é a bondade. Com bondade, haverá paz interior. Por meio da paz interior, um dia a paz no mundo pode se tornar realidade.
Se pudermos cultivar uma preocupação pelos outros, mantendo em mente a unidade da humanidade, poderemos construir um mundo mais compassivo.
A paz mundial deve nascer da paz interior.
A paz no mundo depende da paz nos corações dos indivíduos; e isso depende de cada um de nós praticar ética, disciplinando nossos pensamentos e emoções negativas, e desenvolvendo qualidades espirituais básicas.
Não devemos perder nossa confiança no poder da verdade. Tudo no mundo está sempre mudando.
Eu só quero viver como um simples monge budista, mas, nos últimos trinta anos, fiz muitos amigos ao redor do mundo e quero ter contato próximo com essas pessoas. Quero contribuir para a harmonia e para a paz de espírito — com menos conflito. Onde houver possibilidade, estou pronto. Este é o objetivo da minha vida.
Se nós, seres humanos, dependermos apenas do desenvolvimento material, não podemos ter certeza de um resultado positivo. Empregar tecnologia motivada por raiva e ódio tende a ser destrutivo. Só será benéfica se buscarmos o bem-estar de todos os seres. Os seres humanos são a única espécie com potencial para destruir o mundo. Por causa dos riscos do desejo e da ganância sem limites, precisamos cultivar contentamento e simplicidade.
Como seres humanos livres, podemos usar nossa inteligência única para tentar compreender a nós mesmos e o nosso mundo. Mas, se nos impedirem de usar nosso potencial criativo, seremos privados de uma das características básicas do ser humano.
Não basta ser compassivo. Você deve agir. Há dois aspectos na ação. Um é superar as distorções e aflições da própria mente — isto é, acalmar e, por fim, dissipar a raiva. Esta é uma ação nascida da compaixão. O outro é mais social, mais público. Quando algo precisa ser feito no mundo para corrigir as injustiças, e se alguém realmente se preocupa em beneficiar os outros, é necessário envolver-se, participar.
Se você fizer o seu melhor para ser mais gentil, nutrir compaixão, tornar o mundo um lugar melhor, então você pode dizer: “Pelo menos eu fiz o meu melhor”.