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Citacoes sobre os Pensamentos por Swami Annamalai

  • Lembre-se de que nada do que acontece na mente é “você”, e nada disso é seu assunto. Você não precisa se preocupar com os pensamentos que surgem dentro de você. Basta lembrar que os pensamentos não são você.
  • Sadhana é um campo de batalha. Você precisa estar vigilante. Não aceite crenças erradas e não se identifique com os pensamentos que chegam e que lhe causarão dor e sofrimento. Mas se essas coisas começarem a acontecer com você, responda lutando, afirmando: “Eu sou o Si; eu sou o Si; eu sou o Si;”. Essas afirmações diminuirão o poder das setas de “eu sou o corpo” e, com o tempo, elas o blindarão tão bem que os pensamentos de “eu sou o corpo” que vierem até você não terão mais poder para tocá-lo, afetá-lo ou fazê-lo sofrer.
  • Vá profundamente nesse sentimento de “eu”. Esteja atento a ele com tanta força e intensidade que nenhuma outra ideia tenha energia para surgir e distrair você. Se você sustentar esse sentimento de “eu” por tempo suficiente e com força suficiente, o falso “eu” desaparecerá, deixando apenas a consciência inquebrantável do real, imanente “eu” — a própria consciência.
  • Em uma fortaleza real, os ocupantes precisam de suprimento contínuo de comida e água para resistir durante um cerco. Quando os suprimentos acabam, os ocupantes devem render-se ou morrer. Na fortaleza da mente, os ocupantes — que são pensamentos — precisam de um pensador que preste atenção a eles e os alimente.
  • Se o pensador retém sua atenção de pensamentos ascendentes ou os desafia antes que tenham chance de se desenvolver, todos os pensamentos morrerão de fome. Você os desafia perguntando repetidamente a si mesmo: “Quem sou eu? Quem é a pessoa que está tendo esses pensamentos?” Para que o desafio seja eficaz, você deve fazê-lo antes que o pensamento ascendente tenha chance de se transformar em um fluxo de pensamentos.
  • Quando você sela a mente desse modo, desafie cada pensamento que surgir, à medida que aparece, perguntando: “De onde você veio?” ou “Quem é a pessoa que está tendo este pensamento?” Se você conseguir fazer isso continuamente, com plena atenção, pensamentos novos aparecerão por um instante e então desaparecerão.
  • Quando eu digo: “Medite sobre o Si”, eu peço que você seja o Si, não que pense sobre ele. Esteja atento ao que permanece quando os pensamentos cessam. Esteja atento à consciência que é a origem de todos os seus pensamentos. Seja essa consciência.
  • Bhagavan disse que devemos aplicar essas mesmas táticas à mente. Como fazer isso? Feche as entradas e saídas da mente não reagindo aos pensamentos que se elevam nem às impressões dos sentidos. Não deixe novas ideias, julgamentos, gostos, desgostos etc. entrarem na mente; e não deixe os pensamentos que se elevam florescerem e escaparem da sua atenção.
  • Os pensamentos que vêm e vão não são você. Tudo o que vem e vai não é você. A tua realidade é paz. Se você não se esquecer disso, será suficiente.
  • A atenção contínua só vem com prática longa. Se você for verdadeiramente vigilante, cada pensamento se dissolverá no instante em que surgir. Mas para chegar a esse nível de desapego, você não pode ter nenhum apego. Se houver o menor interesse por algum pensamento específico, ele escapará da sua atenção, se conectará a outros pensamentos e tomará a sua mente por alguns segundos. Isso acontece com mais facilidade se você estiver acostumado a reagir emocionalmente a um pensamento específico.
  • A tua necessidade última é firmar-te na paz imutável do Si. Para isso, tens de abandonar todos os pensamentos.
  • É preciso manter a investigação: “A quem isto está acontecendo?” o tempo todo. Se estiveres passando por dificuldades, lembra: “Isto está apenas acontecendo na superfície da minha mente. Eu não sou esta mente, nem os pensamentos errantes.” Então volta à investigação: “Quem sou eu?”.
  • Essa entrega só acontece quando a ideia de “eu” deixa de se identificar com os pensamentos que surgem. Enquanto ainda houver pensamentos dispersos que atraem ou escapam da sua atenção, a ideia de “eu” sempre direcionará sua atenção para fora, em vez de para dentro. O propósito da auto-investigação é fazer a ideia de “eu” mover-se para dentro, em direção ao Si mesmo. Isso acontecerá automaticamente assim que você deixar de se interessar por qualquer um dos pensamentos que surgem.
  • Há tantos pensamentos na mente. Pensamento após pensamento após pensamento. Mas existe um pensamento que é contínuo, embora na maior parte seja subconsciente: “eu sou o corpo”. É essa a linha pela qual todos os outros pensamentos são costurados. Assim que nos identificamos com o corpo pensando esse pensamento, a maya segue. E segue-se também que, se deixarmos de nos identificar com o corpo, a maya não nos afetará mais.
  • No entanto, se você relaxar sua vigilância nem que seja por alguns segundos e permitir que pensamentos novos escapem e se desenvolvam sem contestação, o cerco será levantado e a mente recuperará parte ou toda a força de antes.
  • A mente é apenas uma coleção de pensamentos e o pensador que os pensa. O pensador é o pensamento “eu”, o pensamento primordial que surge do Si antes de todos os outros, identificando-se com todos os demais pensamentos e dizendo: “Eu sou este corpo”. Quando você erradica todos os pensamentos, exceto o próprio pensador, por investigação incessante ou recusando dar-lhes atenção, o pensamento “eu” afunda no Coração e se rende, deixando apenas a consciência.
  • Se você conseguir sustentar o cerco por tempo suficiente, chegará um momento em que nenhum pensamento surgirá; ou, se surgirem, serão apenas imagens rápidas, sem distrair, na periferia da consciência. Nesse estado sem pensamentos, você começará a experimentar-se como consciência, e não como mente ou corpo.