Lembre-se: a inteligência não faz parte da mente. O intelecto faz, mas a inteligência não. Por isso, o intelectual está cheio de mente, mas na vida se comporta de modo muito pouco inteligente. Ele tem certa competência; foi treinado intelectualmente para fazer uma coisa. Sua mente funciona como um computador. Mas a vida não é unidimensional; você não consegue esgotá-la numa única competência; ela é multidimensional.
A natureza chegou a um ponto em que, agora, a menos que você assuma responsabilidade individual, não pode crescer. Mais do que isso, a natureza não pode fazer. Ela já fez o bastante. Ela lhe deu a vida, lhe deu a oportunidade; agora, como usá-la, ficou a seu cargo. Meditação é sua liberdade, não uma necessidade biológica. Você pode aprender, em um certo período de tempo, todos os dias, a fortalecer a meditação, a torná-la mais forte — mas carregue o sabor disso durante o dia inteiro.
A vida, em suas formas infinitas, existe como uma unidade orgânica. Nós fazemos parte disso: a parte deve sentir reverência pelo todo. Essa é a ideia do vegetarianismo. Simplesmente significa: não destrua a vida. Simplesmente significa: a vida é Deus — evite destruí-la; caso contrário, você destruirá a própria ecologia.
Não existem pessoas perfeitas. E, se existissem, seriam muito entediantes. É a imperfeição que mantém a vida interessante.
A vida é um equilíbrio entre repouso e movimento.
A pessoa verdadeiramente criativa não está interessada em dominar ninguém. Ela se alegra de tal modo com a vida — quer criar, quer participar com Deus. Criatividade é oração. E sempre que você cria algo, nesses momentos você está com Deus; você caminha com Deus; você vive em Deus. Quanto mais criativo você é, mais divino você se torna. Para mim, criatividade é religião. A arte é apenas a entrada do templo da religião.
O perfeccionista está destinado a ser neurótico; ele não consegue desfrutar a vida até ser perfeito. E a perfeição, por si, nunca acontece; não está na natureza das coisas. A totalidade é possível; a perfeição não.
O Amor é o objetivo; a vida é a jornada.
Lembre-se, a partir deste exato momento: escolha sempre o que é bom para você e bom para os outros. Escolha a criatividade. Torne-se uma bênção para a existência, porque essa é a única maneira de persuadirmos Deus a tornar-se uma bênção para nós. Essa é a única oração verdadeira: tornar-se bênção para todos — para as pessoas, para os animais, para as árvores, para a vida em todas as suas formas. Se alguém permanece conscientemente desperto, aos poucos, aos poucos, a arte é aprendida; aos poucos, aos poucos, ela se torna natural.
Não fique com raiva da vida. Não é a vida que está frustrando você; é você que não está ouvindo a vida.
Esse é um dos grandes segredos da vida: a vida é movimento. E se você fica preso em algum lugar, perde o contato com a vida.
Não há Deus além da própria vida.
A única coisa que importa na vida é a sua própria opinião sobre você mesmo.
Estou aqui para seduzi-lo a amar a vida; para ajudá-lo a se tornar um pouco mais poético; para ajudá-lo a morrer ao mundano e ao comum, para que o extraordinário exploda na sua vida.
Nesta vida, a sua vida dita comum, você deve estar enraizado; e no seu espaço interior, na vida espiritual, você deve ser leve, voar e fluir — flutuando.
O dinheiro não deveria estar nas mãos de indivíduos; caso contrário, criará esse problema de ser carregado de culpa. E o dinheiro pode tornar a vida das pessoas muito rica. Se a comuna possui o dinheiro, a comuna pode oferecer todas as facilidades de que você precisa, toda a educação, todas as dimensões criativas da vida.
O amor é o refinamento criativo da energia do sexo. Assim, quando o amor chega à perfeição, a ausência do sexo segue automaticamente. Uma vida de amor, uma abstinência dos prazeres físicos, chama-se brahmacharya. E qualquer pessoa que deseje ficar livre do sexo deve desenvolver sua capacidade de amar. A liberdade do sexo não pode ser alcançada por substituição. A libertação do sexo só é possível pelo amor.
Quanto menos cabeça, mais a ferida cicatriza. Sem cabeça, não há ferida. Viva uma vida sem cabeça. Mova-se como um ser total e aceite as coisas.
Na vida você pode ser pobre ou rico, mas a morte é o grande nivelador. O maior comunismo é na morte. Seja como for que você viva, não faz diferença; a morte acontece igualmente. Na vida, a igualdade é impossível; na morte, a desigualdade é impossível. Torne-se consciente disso, contemple isso.
No dia em que você pensa que sabe, sua morte aconteceu — porque agora não haverá mais maravilha, nem alegria, nem surpresa. Agora você viverá uma vida morta.
Eu tenho uma reverência profunda por tudo o que vive — uma reverência pela própria vida.
O presente te dá a oportunidade de mergulhar profundamente na água da vida, ou de voar alto para o céu da vida. Mas em ambos os lados há perigos — “passado” e “futuro” são as palavras mais perigosas na linguagem humana.
Meditação não é concentração. É simples consciência. Você apenas relaxa e observa a respiração. Nesse observar, nada é excluído. O carro está zumbindo — tudo bem, aceite. O trânsito está passando — tudo bem, faz parte da vida. O companheiro de viagem ressonando ao seu lado, aceite. Nada é rejeitado. Você não deve estreitar a sua consciência.
Por que esperar razões para rir? A vida, como ela é, já deveria ser razão suficiente para rir. É tão absurdo, tão ridículo. É tão belo, tão maravilhoso! É tudo isso junto. É uma grande piada cósmica.
A miséria chega no instante em que você se torna apegado, agarrado. No instante em que você impõe condições à vida.