Música sem palavras significa deixar a mente para trás. E deixar a mente para trás é meditação. A meditação o devolve à fonte. E a fonte de tudo é o som.
Se alguém observa de onde surge a noção “eu”, a mente se absorve ali; isso é tapas. Quando um mantra é repetido, se alguém observa de onde surge o som daquele mantra, a mente se absorve ali; isso é tapas.
O mistério do som é misticismo; a harmonia da vida é religião. O conhecimento das vibrações é metafísica; a análise dos átomos é ciência; e seu agrupamento harmonioso é arte. O ritmo da forma é poesia, e o ritmo do som é música. Isso mostra que a música é a arte das artes e a ciência de todas as ciências; e dentro dela está a fonte de todo conhecimento.
Um sistema de moralidade baseado em valores emocionais relativos é apenas uma ilusão — uma concepção vulgar e totalmente sem fundamento, sem nada de sólido e sem nada de verdadeiro.
A música é o movimento do som para alcançar a alma, para a educação de sua virtude.
O que há de mais belo? — O Universo; pois é obra de Deus. O que há de mais poderoso? — A Necessidade; porque triunfa sobre todas as coisas. O que há de mais difícil? — Conhecer a si mesmo. O que há de mais fácil? — Dar conselhos. Que método devemos tomar para conduzir uma boa vida? — Fazer nada daquilo que condenaríamos nos outros. O que é necessário para a felicidade? — Um corpo são e uma mente satisfeita.
Parece ser uma peculiaridade especial dos seres humanos o fato de que eles refletem: pensam sobre pensar e sabem que sabem. Isso, como outros sistemas de retorno, pode levar a círculos viciosos e confusões se não for bem administrado, mas a autoconsciência torna a experiência humana ressonante. Ela dá aquele “eco” simultâneo a tudo o que pensamos e sentimos, como a caixa de um violino reverbera com o som das cordas. Ela confere profundidade e volume ao que, de outro modo, seria raso e plano.
Os animais ficam encantados com a música; se o homem não se atrai pelo som de OM, então ele é um jumento.
As pessoas adultas acham que apreciam música, mas se percebêssemos o sentido que um bebê traz ao apreciar som e ritmo, nunca nos vangloriaríamos de saber música. O bebê é a própria música.
A mulher destrói o homem. Não a olhe, a qualquer custo. Nota: (O sol do si, isto é, o som, é referido aqui como homem; e a jyoti, a luz do si, é referida como mulher. Em outras palavras, não se interesse pela brincadeira da jyoti, nem desenvolva apego às visões interiores; afinal, as visões são secundárias e não são realização interior.)
Maya pode soar como Krishna; não conseguimos diferenciar a menos que estejamos livres de todas as motivações para o prazer material.
O som da chuva não precisa de tradução.
Um homem espiritual deve ser um homem normal, um homem são. O próprio Deus é normal; Ele não é insano. Para chegar a Deus, a pessoa espiritual precisa ser divinamente prática nas atividades do dia a dia. A espiritualidade não nega a vida exterior. Mas é preciso saber que a vida exterior não significa a vida animal. A vida exterior deve ser a manifestação da vida divina dentro de nós.
O som é a força da criação, o verdadeiro todo. A música, então, torna-se a voz da grande unidade cósmica e, por isso, o caminho mais adequado para alcançar este estado final de cura.
O som divino é a causa de toda manifestação. Quem conhece o mistério do som conhece o mistério de todo o universo.
Os Sábios deram ao Supremo o nome A-U-M, que é a raiz de toda linguagem. A primeira letra, “A”, é o som-mãe, o som natural emitido por toda criatura quando a garganta se abre, e nenhum som pode ser feito sem abrir a garganta. A última letra, “M”, pronunciada ao fechar os lábios, encerra toda articulação. Assim, quando se leva o som da garganta aos lábios, ele passa pelo som “U”. Portanto, esses três sons cobrem todo o campo do som articulado possível. A sua combinação é chamada de Akshara, a palavra imperecível, o Som-Brahman ou Palavra-Deus, porque é o nome mais universal que pode ser dado ao Supremo.
A vida é como uma corda de harpa: se estiver esticada demais, não toca; se estiver frouxa demais, fica pendurada. A tensão que produz o som belo está no meio.
Monges, nós que olhamos o todo e não apenas a parte, sabemos que nós também somos sistemas de interdependência: sentimentos, percepções, pensamentos e consciência, todos interconectados. Investigando assim, chegamos a perceber que não há “eu” nem “meu” em nenhuma parte, assim como um som não pertence a nenhuma parte específica do alaúde.
A autoconsciência é a sua consciência do mundo, que você vivencia por meio dos cinco sentidos (som, tato, visão, paladar e olfato). Preste atenção às suas impressões sensoriais e esteja consciente dessas cinco formas pelas quais o mundo chega até você.
Mergulhe na verdade, descubra quem é o Mestre. Acredite no Grande Som!
O seu mundo é feito de todos esses elementos: de luz e som, de gosto, cheiro e toque, tecidos em muitas dimensões no fabuloso tear do seu cérebro. O seu cérebro — a coisa mais complicada do mundo — que você mesmo criou... sem nem pensar nisso.
A voz não apenas revela o caráter do homem; ela é a expressão do seu espírito. Outros sons podem ser mais altos do que a voz, mas nenhum som é mais vivo.
Precisamos de corpos saudáveis para podermos desenvolver mentes saudáveis.
Esse canto do mantra Hare Krishna é realizado a partir da plataforma espiritual; por isso, essa vibração sonora ultrapassa todas as camadas inferiores da consciência — isto é, a sensorial, a mental e a intelectual.
O som da chuva não precisa de tradução. Na música, não se faz do fim o ponto da composição... Da mesma forma, na dança, você não mira um ponto específico no cômodo... O ponto inteiro da dança é a dança.