A simplicidade da meditação significa apenas experimentar o instinto do ego como um “macaco”.
Na prática da meditação sentada, você se relaciona com a sua vida diária o tempo todo. A prática de meditação traz nossas neuroses à superfície, em vez de escondê-las no fundo da mente. Ela nos permite relacionar-nos com nossas vidas como algo que pode ser trabalhado.
O ponto da meditação não é apenas ser uma pessoa honesta ou boa no sentido convencional, tentando apenas manter a nossa segurança. Devemos começar a nos tornar compassivos e sábios, no sentido fundamental: abertos e em relação com o mundo como ele é.
A prática da meditação é vista como um bom — e de fato excelente — meio de superar a guerra no mundo; a nossa própria guerra, assim como uma guerra ainda maior.
De fato, a pessoa sempre descobre, ao começar a praticar meditação, que toda sorte de problemas vem à tona. Aspectos ocultos da sua personalidade são trazidos à luz, simplesmente porque, pela primeira vez, você se permite ver seu estado mental como ele é.
O agora é a essência da meditação. Seja o que for que se faça, seja o que for que se tente praticar, é tentar ver o que está aqui e agora. Torna-se consciente do momento presente por meios como concentrar-se na respiração. Isso se baseia em desenvolver o conhecimento do agora, pois cada respiração é única. É uma expressão do agora.
Por meio da meditação, sinto que plantamos dinamite para transcender o mundo da confusão. Seria bom que você pudesse praticar meditação tanto quanto possível — tanto quanto fisicamente e psicologicamente for possível. Você poderia ficar mais claro e são, e também poderia influenciar a neurose nacional desse modo.
Esse é o padrão básico desse tipo de meditação, baseado em três fatores fundamentais: primeiro, não centralizar-se para dentro; segundo, não ter nenhuma ânsia de tornar-se mais elevado; e terceiro, identificar-se completamente com o aqui e agora.