A visão é instantânea. O reconhecimento pode ser instantâneo, mas levará algum tempo para estabilizar a mente completamente no coração.
Ó Senhor… Que meu conhecimento de Você não esteja apenas na minha mente, mas plenamente vivo dentro do meu coração… remova “eu”… que exista apenas Você.
Satsang está aqui para lavar o rosto da mente e revelar o rosto de Deus.
Ignorar a mente é uma bela sadhana. Foi isso que muitos sábios fizeram. Eles ignoraram a mente até que ela deixasse de existir. Ela perde influência e potência quando é ignorada.
A vida é muito mais sábia e gentil do que a sua mente imagina. Confie e permaneça em silêncio.
Todos os fluxos da mente acabam por desaguar no Ser-Um, oceano de existência. Há muitos caminhos para a mente; não há caminhos para o Coração — pois o Coração é infinito e preenche tudo.
Concentre a mente em “Eu Sou”, que é ser puro e simples. Você está Aqui e Agora apenas. Contemple o que é estar plenamente “Aqui” e plenamente “Agora”. Para isso, é preciso deixar tudo o mais. Permaneça apenas como presença consciente aqui-agora. Isso é Coração. Isso é Si mesmo.
O caminho da mente é estudar muitas coisas; o caminho do Ser é focar em uma só.
A mente é como o vento. Você tenta parar o vento, vestido como um papagaio. Como você vai fazer isso?
Não deixe a sua mente enxergar através dos seus olhos.
A ponte final a atravessar é deixar ir o “eu espiritual” criado pela mente. Queime essa ponte atrás de você. Permaneça vazio da imagem de si e pare de olhar para trás. Fique na neutralidade do ser. É isso!
Cada encontro é uma oportunidade para o seu próprio satsang único com o seu Si — não de um modo forçado ou artificial, mas mantendo a mente dentro do seu Coração, confiando no guru interior e reconhecendo cada momento como perfeito em si mesmo, simplesmente sendo o seu Si. Esta é a verdadeira e natural responsabilidade — ou, melhor dizendo, “responsabilidade-resposta”: a capacidade de responder sem esforço às necessidades do momento.
A mente está aí, diante de ti. Não “faças login”.
Deixe a mente vir como ela quiser; apenas você não vá com ela. O maior vendedor do mundo não consegue te vender nada se você não comprar.
Principalmente, ficamos obcecados em consertar ou acalmar a mente. Eu apenas peço que você a observe a partir de um lugar de neutralidade.
O mundo não pode segurar você, pois o mundo não é senciente. O mundo não tem mente nem tem desejos; ele é apenas a objetivação da mente. É o jogo da sua própria mente que imagina que um objeto — chame-o de mente ou como quiser — possa segurar você. É a ideia que você tem de quem você é que segura as suas próprias projeções cheias de medo, como mente. Deixe tudo isso e permaneça como o Ser puro e alegre.
Abençoada é a mente que salta para além do seu próprio condicionamento e retorna ao seu estado natural de consciência imóvel.
Assim como você lava as mãos antes de comer, limpe a mente antes de se envolver com o mundo.
Uma vez que você esteja presente no Campo de Energia da autodescoberta, é como se você fosse um pedaço de gelo em água morna. A água morna é o Si. O gelo é a mente. A água morna não está lutando com o gelo. O gelo não consegue resistir ao derretimento. É uma atração natural e fatal.
Muitas vezes, a pessoa se apega mais à jornada do que à descoberta... porque a jornada acontece na mente... a descoberta acontece no coração.
Tentar compreender a consciência com a mente é como tentar iluminar o sol com uma vela.
Você é o Mestre; a mente é sua serva. Essa é a relação correta.
Mente e corpo fizeram a jornada, mas o verdadeiro lugar de morada é o seu próprio coração. Ele é infinito e, por isso, para onde quer que você vá, você está sempre em Casa.
Enfrente seus medos e pare de permitir que a mente o mantenha como cativo.
Não é sobre observar a mente; é reconhecer Aquele que observa a mente.