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Citacoes sobre a Mente por Swami Annamalai

  • Lembre-se de que nada do que acontece na mente é “você”, e nada disso é seu assunto. Você não precisa se preocupar com os pensamentos que surgem dentro de você. Basta lembrar que os pensamentos não são você.
  • Da mesma maneira, a mente é apenas uma área de trevas criada por si mesma, na qual a luz do Si foi deliberadamente excluída.
  • Em cada momento, você tem apenas uma escolha real: estar consciente do Si ou identificar-se com o corpo e com a mente.
  • Uma forte determinação em perseguir a investigação desse modo dissolverá todas as dúvidas. Ao questionar “Quem sou eu?” e ao meditar constantemente, chega-se à clareza do ser. Enquanto as vasanas continuarem existindo, elas se elevarão e cobrirão a realidade, obscurecendo a consciência dela. Sempre que você se tornar consciente delas, pergunte: “De quem elas vêm?” Essa investigação contínua te estabelecerá no teu próprio Si e não haverá mais problemas. Quando você souber que a serpente da mente nunca existiu, quando você souber que a corda da realidade é tudo o que existe, dúvidas e medos não mais te perturbarão.
  • Em uma fortaleza real, os ocupantes precisam de suprimento contínuo de comida e água para resistir durante um cerco. Quando os suprimentos acabam, os ocupantes devem render-se ou morrer. Na fortaleza da mente, os ocupantes — que são pensamentos — precisam de um pensador que preste atenção a eles e os alimente.
  • A mente e o corpo são ambos inertes. Qualquer energia ou paz que você experimente só pode vir do Si. Solte a identificação com o corpo. Essas experiências estão te tornando excessivamente consciente do corpo. Apenas esteja atento ao Si e tente dar o mínimo de atenção possível ao corpo. O Si é energia pura, poder puro. Agarre-se a isso.
  • Quando você sela a mente desse modo, desafie cada pensamento que surgir, à medida que aparece, perguntando: “De onde você veio?” ou “Quem é a pessoa que está tendo este pensamento?” Se você conseguir fazer isso continuamente, com plena atenção, pensamentos novos aparecerão por um instante e então desaparecerão.
  • Bhagavan disse que devemos aplicar essas mesmas táticas à mente. Como fazer isso? Feche as entradas e saídas da mente não reagindo aos pensamentos que se elevam nem às impressões dos sentidos. Não deixe novas ideias, julgamentos, gostos, desgostos etc. entrarem na mente; e não deixe os pensamentos que se elevam florescerem e escaparem da sua atenção.
  • A atenção contínua só vem com prática longa. Se você for verdadeiramente vigilante, cada pensamento se dissolverá no instante em que surgir. Mas para chegar a esse nível de desapego, você não pode ter nenhum apego. Se houver o menor interesse por algum pensamento específico, ele escapará da sua atenção, se conectará a outros pensamentos e tomará a sua mente por alguns segundos. Isso acontece com mais facilidade se você estiver acostumado a reagir emocionalmente a um pensamento específico.
  • É preciso manter a investigação: “A quem isto está acontecendo?” o tempo todo. Se estiveres passando por dificuldades, lembra: “Isto está apenas acontecendo na superfície da minha mente. Eu não sou esta mente, nem os pensamentos errantes.” Então volta à investigação: “Quem sou eu?”.
  • Há tantos pensamentos na mente. Pensamento após pensamento após pensamento. Mas existe um pensamento que é contínuo, embora na maior parte seja subconsciente: “eu sou o corpo”. É essa a linha pela qual todos os outros pensamentos são costurados. Assim que nos identificamos com o corpo pensando esse pensamento, a maya segue. E segue-se também que, se deixarmos de nos identificar com o corpo, a maya não nos afetará mais.
  • No entanto, se você relaxar sua vigilância nem que seja por alguns segundos e permitir que pensamentos novos escapem e se desenvolvam sem contestação, o cerco será levantado e a mente recuperará parte ou toda a força de antes.
  • A mente é apenas uma coleção de pensamentos e o pensador que os pensa. O pensador é o pensamento “eu”, o pensamento primordial que surge do Si antes de todos os outros, identificando-se com todos os demais pensamentos e dizendo: “Eu sou este corpo”. Quando você erradica todos os pensamentos, exceto o próprio pensador, por investigação incessante ou recusando dar-lhes atenção, o pensamento “eu” afunda no Coração e se rende, deixando apenas a consciência.
  • Se você conseguir sustentar o cerco por tempo suficiente, chegará um momento em que nenhum pensamento surgirá; ou, se surgirem, serão apenas imagens rápidas, sem distrair, na periferia da consciência. Nesse estado sem pensamentos, você começará a experimentar-se como consciência, e não como mente ou corpo.